sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ford lança Terragochi - Novo aplicativo chama atenção para o Meio Ambiente

A Ford Brasil acaba de lançar o Terragochi, um aplicativo disponível na fan Page da Ford Brasil no facebook (www.facebok.com/fordbrasil). Inspirado no famoso bichinho virtual que fez sucesso na década de 90, o Terragochi dá dicas para a conservação do meio ambiente. Ao adicionar o Terragochi, permitindo que ele se conecte ao seu perfil no Facebook, o usuário passa a ser lembrado de preservar seu “planeta de estimação” a cada três dias, respondendo perguntas relacionadas ao meio ambiente. Conforme o usuário responde corretamente as questões, o Terragochi vai evoluindo e o planeta ficando mais preservado e feliz. Mas, se deixar de responder ou escolher a alternativa incorreta, o planeta vai ficando mais devastado, e então é preciso um cuidado especial para que ele se recupere e continue preservado.

A iniciativa faz parte das ações da 16ª edição do Prêmio Ford de Conservação Ambiental, que vai distribuir um total de R$ 100 mil aos melhores trabalhos de proteção da natureza e da biodiversidade realizados no Brasil, em sete categorias. As inscrições estão encerradas. Participam pessoas físicas, empresas, escolas, organizações não-governamentais e outras entidades. O regulamento e as orientações podem ser encontrados no site "http://www.premiofordambiental.com.br/.

Sobre o Prêmio Ford

Considerado um dos reconhecimentos mais importantes da área, o Prêmio Ford de Conservação Ambiental é promovido em várias partes do mundo. "Lançado no Brasil em 1996, ele tem contribuído para incentivar o trabalho de personalidades e entidades que se dedicam a promover a consciência ambiental e o uso sustentado dos recursos naturais do país, desenvolvendo iniciativas inovadoras e exemplares", completa Edmir Mesz, engenheiro ambiental responsável pelos programas de sustentabilidade da Ford no Brasil. A premiação é composta pelas categorias Conquista Individual, Negócios em Conservação, Ciência e Formação de Recursos Humanos, Meio Ambiente nas Escolas e Fornecedor. A novidade este ano é o desmembramento da categoria Distribuidor em duas: Automóveis e Caminhões.

Fonte: maxpressnet

sábado, 3 de setembro de 2011

Produção de energia eólica vai aumentar sete vezes até 2014, prevê EPE

A energia eólica entrou definitivamente na matriz energética brasileira e deve crescer sete vezes em volume nos próximos três anos, saindo dos atuais 1.114 megawatts (MW) para 7.098 MW em 2014. A informação foi divulgada no último de 31 pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, durante a abertura do encontro Brazil Windpower, que prosseguiu até sexta-feira (2), reunindo técnicos, agentes públicos e empresários do setor.

“O mundo todo está olhando para a questão da energia eólica no Brasil. Nós já temos um gigawatt (GW) instalado e vamos multiplicar por sete, que já estão contratados [em leilões] até 2014. É um crescimento bastante expressivo”, disse Tolmasquim.

O presidente da EPE apresentou números que mostram a força do setor no Brasil, principalmente a partir de 2005, ano que marca a escalada do crescimento da produção eólica e a diminuição no preço do MW, que caiu de R$ 300 na época para R$ 99,50 no último leilão este ano.

A expansão vem atraindo grandes empresas estrangeiras. Atualmente, quatro grupos dividem o mercado, mas a previsão é que mais seis indústrias se instalem e comecem a produzir aqui os equipamentos até 2014. Ainda assim, segundo Tolmasquim, o Brasil ocupa apenas o 21º lugar no ranking dos países produtores de energia eólica, que tem a China em primeiro, seguida pelos Estados Unidos, a Alemanha e Espanha.

 Para o secretário de Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura, o sucesso da energia dos ventos explica-se por vários fatores. “A tecnologia evoluiu. As torres hoje são muito mais elevadas, saindo de 50 metros de altura no passado para até 120 metros de altura atualmente. A capacidade unitária dos geradores também aumentou e provocou uma redução de custos. A economia de escala, pelo fato de haver demanda para a energia eólica, também favoreceu essa competitividade. O Brasil tem hoje vários fabricantes operando em seu território, além de outros que vão se instalar aqui para atender não só o nosso mercado, mas também os clientes do exterior”, disse.

O presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Ricardo Simões, previu que o desenvolvimento do setor vai gerar um grande volume de investimentos nos próximos anos. Atualmente o país conta com 57 parques eólicos em produção e tem 30 em construção.

“Isto significa um investimento de R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões, e o setor eólico deve chegar em 2014 faturando mais de R$ 3 bilhões por ano. Estamos em um processo de consolidação dessa indústria, com aumento de escala e ganho de competitividade. É um ciclo virtuoso, de uma energia limpa, renovável e sem emissão de gás do efeito estufa”, disse Simões.

Segundo ele, há condições para o Brasil chegar nos próximos dez anos a 20 GW de produção de energia eólica. O volume equivale a uma vez e meia a capacidade total de produção da maior hidrelétrica do país, a Usina de Itaipu.

Fonte: Agência Brasil

domingo, 31 de julho de 2011

A falta dos grandes predadores


Diminuição de animais no topo
da cadeia alimentar, por conta
da ação humana, tem efeitos
ecológicos drásticos, indica
estudo internacional publicado
na Science
 O acentuado declínio nas populações dos grandes predadores não é apenas uma notícia triste para quem admira animais como leões, tigres, lobos e tubarões. De acordo com estudo publicado na revista Science, a perda de espécies no topo da cadeia alimentar pode representar um dos maiores impactos da ação humana nos ecossistemas terrestres.

Segundo James Estes, do Departamento de Ecologia e Biologia Evolucionária da Universidade da Califórnia, e colegas, a diminuição é muito maior do que se estimava e afeta muitos outros processos ecológicos em um efeito que os cientistas chamam de cascata trófica, no qual a perda no topo da cadeia alimentar impacta enormemente muitas outras espécies de animais e de plantas.

Os autores do estudo afirmam que o resultado desse declínio é tão intenso que tem afetado os mais variados aspectos do ecossistema global, como o clima, a perda de hábitats, poluição, sequestro de carbono, espécies invasoras e até mesmo a propagação de doenças.

O estudo aponta que a perda desses grandes animais é a força motriz por trás da sexta extinção em massa na história do planeta. “Temos agora evidências extensivas de que os grandes predadores são altamente importantes na função da natureza, dos oceanos mais profundos às montanhas mais altas, dos trópicos ao Ártico”, disse William Ripple, da Universidade Estadual do Oregon, autor do estudo.

“De modo geral, o colapso dos ecossistemas atingiu um ponto em que isso não afeta apenas animais como lobos, o desflorestamento, o solo e a água. Esses predadores, em última análise, protegem os homens. Isso não é apenas algo sobre eles, mas sobre nós”, disse.

Entre os dados expostos no artigo está o efeito do declínio de lobos no Parque Nacional Yellowstone, nos Estados Unidos. Quando esses animais foram sendo removidos, a população de alces se alterou imediatamente. Mas também mudou o comportamento desse cervídeo, que passou a se alimentar de plantas em locais em que antes não ia porque podia ser atacado por um lobo.

Sem os lobos, pequenas árvores da família Salicaceae e gramíneas passaram a crescer menos, o que resultou na queda de alimentos para os castores, com resultante diminuição na população desses últimos. O resultado foi a cascata trófica. Com a reintrodução de lobos no parque, passou a ocorrer a recuperação do ecossistema, com as plantas voltando a crescer mais, assim como as populações de outros animais.

Outro destaque do estudo é a redução na população de grandes felinos no Utah, que levou ao aumento na população de cervídeos, à perda na vegetação, à alteração no fluxo de canais de água e ao declínio da biodiversidade.

Por muito tempo os grandes predadores foram vistos no topo da pirâmide trófica e sem terem grande influência nas espécies e na estrutura abaixo. Isso, segundo os autores do estudo, é uma compreensão fundamentalmente equivocada da ecologia.

Fonte: Agência FAPESP

Mudanças na alimentação poderiam evitar alguns dos cânceres mais comuns no país

A pesquisa divulgada nesta quinta-feira (28) pelo IBGE revelou que os brasileiros ingerem menos de um terço dos alimentos que podem prevenir o câncer. De acordo com os dados do estudo, a ingestão diária de frutas, verduras e legumes é de 126,4 g, quando o ideal recomendado para prevenir o câncer seria de no mínimo 400 g.

O Fundo Mundial para Pesquisa Contra o Câncer e o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estimam que se a população brasileira passasse a consumir diariamente esses 400 g, um em cada três casos de câncer de cavidade oral (boca, faringe e laringe) e de pulmão, assim como um em cada quatro casos de câncer de estômago poderiam ser evitados.

Conforme o nutricionista do Inca, Fábio Gomes, outra preocupação é o excesso no consumo de carne vermelha pelos brasileiros, que é de 523 g por semana.

“De acordo com as informações de consumo alimentar indivudual, 7% dos casos de câncer de cólon e reto poderiam ser evitados se a média de consumo fosse menor”, explica.

Estudos do Inca revelam ainda que as carnes (incluindo peixes e aves) salgadas e processadas (cujo consumo é de 100 g por semana) também precisam ser evitadas para prevenir o surgimento do câncer de estômago, reto e cólon, que estão entre os cinco mais incidentes na população.

A combinação de alimentação saudável e atividade física pode, segundo o relatório de políticas e ações para a prevenção do câncer no Brasil, prevenir 63% dos casos de câncer de boca, faringe e laringe, 60% dos tumores de esôfago e 52% dos casos no endométrio.

O alto teor calórico em alimentos como biscoitos e a ingestão em demasia de bebidas açucaradas, como refrigerantes e refrescos artificiais, estão diretamente ligados ao ganho de peso e propensão à obesidade, que, por sua vez aumentam o risco dos cânceres de esôfago (23%), pâncreas (18%), vesícula biliar (10%), cólon e reto (5%), mama (14%), endométrio (29%) e rim (13%).

Redução de gastos na saúde – Segundo o diretor-geral do INCA Luiz Antonio Santini, hábitos alimentares saudáveis somados à atividade física regular e peso corporal adequado poupariam, no mínimo, R$ 84.210.688 em gastos do SUS, no ano de 2010.

Estimativas do INCA indicam que só até o final de 2011, quase meio milhão de pessoas vão receber o diagnóstico de câncer no Brasil. Desse total, as mulheres estão no topo do ranking, com cerca de 253 mil casos (52%), contra os 236 mil casos estimados para os homens.

 (Fonte: Zero Hora/RS)
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