quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Morte de filhotes de pinguins

As mudanças climáticas intensificam o clima extremo e os bebês pinguins estão pagando o preço com suas vidas, advertiram dois estudos de longo prazo, publicados no final de janeiro/14.
Segundo um dos artigos, publicado no jornal PLOS ONE, chuvas torrenciais e calor incomum mataram grandes números de indivíduos jovens de pinguins de Magalhães no extremo da América do Sul.
“Este é o primeiro estudo de longo prazo a mostrar as mudanças climáticas tendo um grande impacto na sobrevivência de filhotes e no sucesso reprodutivo”, afirmou o principal autor do estudo, Dee Boersma, professor de biologia da Universidade de Washington.
Ao longo de 27 anos, uma média de 65% de filhotes morreram anualmente, segundo o estudo.
Cerca de 40% morreram de fome e as mudanças climáticas foram responsabilizadas por matar uma média de 7% de filhotes por ano.
No entanto, as mudanças climáticas mataram 43% e 50% de todos os novos filhotes em dois anos de clima extremo.
As avezinhas eram particularmente suscetíveis aos 9 e aos 23 dias de idade e grandes demais para ser protegidas pelos pais, mas jovens demais para desenvolver plumagem à prova d’água.
“Nós vamos ter anos em que quase nenhum filhote vai sobreviver se as mudanças climáticas causarem tempestades maiores e mais frequentes nas fases vulneráveis do acasalamento, como preveem os climatologistas”, afirmou o co-autor Ginger Rebstock.
O estudo foi feito em Punta Tombo, Argentina, na maior área de acasalamento dos pinguins de Magalhães.
O outro estudo publicado na PLOS ONE se concentrou nos pinguins-de-Adélia, na Antártica.
Estes pinguins foram rastreados durante 13 anos para ver como a ruptura de icebergs gigantes impactaria sua sobrevivência.
Em 2001, dois icebergs maciços invadiram a área de alimentação dos pinguins, no Mar de Ross.
Os icebergs interromperam “dramaticamente” o acesso dos pinguins às suas presas, mas muitos ainda conseguiram criar seus filhotes, contou a principal pesquisadora, Amelie Lescroel, do Centro Nacional de Pesquisas Científicas francês.
Contudo, acrescentou, se eventos extremos como este ocorrer com mais frequência, “ficará muito difícil prever como as populações de pinguins vão suportar as futuras mudanças no gelo marinho”, concluiu. 
(Fonte: UOL)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Publicitários brasilerios criam vídeo impactante

Vídeo mostra o acumulo de CO2 gerado por automóveis, versão para linkar está disponível somente em inglês, mas as imagens são suficientes para passar a  mensagem, vale a pena conferir.



Versão em português (mas sem opção para link) disponível em http://3segundos.org/

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Pesquisa aponta que quanto mais velha a árvore, mais ela absorve CO2

Quanto mais velha é uma árvore, mais ela captura dióxido de carbono (CO2) na atmosfera para continuar a crescer, revelou um estudo publicado na quarta-feira (15) sobre o impacto das florestas no aquecimento global.
 
Os resultados dos trabalhos, publicados na revista científica britânica "Nature", indicam que em mais de 400 tipos de árvores estudados, são os espécimes mais velhos e, portanto, os maiores de cada espécie os que crescem mais rápido e que, consequentemente, absorvem mais CO2.

Esses cientistas contradizem o postulado segundo o qual as árvores velhas contribuiriam menos na luta contra o aquecimento global.

"É como se, para os humanos, o crescimento se acelerasse depois da adolescência ao invés de se retardar", explicou para a AFP Nathan Stephenson, um dos autores do trabalho.

As árvores absorvem da atmosfera o CO2, principal gás causador do efeito estufa, responsável pelo aquecimento global, e o armazenam em seus troncos, seus galhos e suas folhas. As florestas desempenham, assim, um papel de reservatórios de carbono, mas até que ponto elas retardariam o aquecimento é um assunto em aberto.

"Já sabemos que as florestas antigas estocam mais carbono do que as florestas mais jovens", explicou Nathan Stephenson. Mas, prosseguiu o pesquisador, "as florestas antigas têm árvores de todos os tamanhos e não está claro quais cresceram mais rápido, capturando assim a maior quantidade de dióxido de carbono".

Esse estudo dá uma resposta clara a esta questão: "para reduzir o dióxido de carbono presente na atmosfera, é melhor ter árvores grandes (e, portanto, antigas)", resumiu o cientista. "Esse conhecimento vai nos permitir melhorar nossos modelos para prever como as mudanças climáticas e as florestas interagem", ressaltou Nathan Stephenson.

Cerca de quarenta cientistas participaram desse estudo, que analisou os dados dos últimos 80 anos de 670 mil árvores de 403 espécies diferentes existentes em todos os continentes.

Fonte: http://www.coripa.org.br

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Oceanos estão mais quentes, ácidos e com menos oxigênio, diz relatório

Os gases de efeito estufa estão tornando os oceanos mais quentes, ácidos e com menos oxigênio. O modo como essas mudanças interagem está criando um panorama mais desolador para as águas do mundo, de acordo com um relatório produzido por 540 cientistas de todo o mundo publicado na quarta-feira (13).

Os oceanos estão se tornando mais ácidos a uma taxa sem precedentes, mais rápido do que em qualquer outra época dos últimos 300 milhões de anos, segundo o relatório. Mas é a maneira como isso interage com outros efeitos do aquecimento global nas águas que preocupa cada vez mais os especialistas.

Eles calcularam que os oceanos tornaram-se 26% mais ácidos desde a década de 1880 porque há cada vez mais carbono na água. Também mediram como os oceanos têm se aquecido devido ao dióxido de carbono gerado pela combustão do carbono, petróleo e gás. Ainda foi observado que, em diferentes profundidades, os mares estão movendo menores quantidades de oxigênio porque há mais calor.

Juntos, esses efeitos “podem amplificar-se entre si”, observa o co-autor do relatório, Ulf Riebesell, um bioquímico do Centro Geomar Helmholtz de Pesquisa Oceânica na Alemanha. Ele acrescenta que os cientistas estão se referindo cada vez mais ao futuro do oceano como “quente, ácido e irrespirável”.

O relatório de 26 páginas divulgado pela ONU e por várias organizações científicas reúne as informações mais recentes sobre mudanças climáticas a partir de uma conferência de oceanógrafos realizada no ano passado.

Por exemplo, na costa americana do Pacífico, a forma como o oceano está se tornando estratificado significa que há menos oxigênio na água, e estudos recentes mostram “80% mais acidez do que originalmente previsto”, disse o co-autor do estudo Richard Feely, do Laboratório Marinho Ambiental do Pacífico da Administração Nacional para os Oceanos e a Atmosfera, com sede em Seattle.

Além disso, modelos computacionais preveem que a costa noroeste dos Estados Unidos será mais castigada que outros lugares devido ao conjunto de mudanças, observou Feely.
A teoria é que espécies como a lula só podem viver em água a certa temperatura, acidez e níveis de oxigênio, e os pontos onde esses fatores se combinam são cada vez mais difíceis de encontrar.

Com o aumento da acidez, as conchas de alguns moluscos, como as ostras e os mexilhões, também começam a se corroer. “Essa é mais uma perda que estamos enfrentando. Isso afetará a sociedade humana”, disse Riebesell. 

(Fonte: G1  e ambientebrasil)

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Bonito/MS é eleita melhor destino para turismo responsável no mundo


A cidade de Bonito, em Mato Grosso do Sul, foi eleita o melhor destino de turismo responsável no mundo em uma premiação internacional.

O prêmio, chamado World Responsible Tourism Awards, foi entregue nesta quarta-feira (6) em Londres, durante o World Travel Market (WTM), um dos maiores eventos de turismo do mundo.

Além da categoria vencida por Bonito (de melhor destino de turismo sustentável), foram premiadas outras sete categorias. Entre elas, o melhor projeto para a economia local, para a proteção das crianças e para a proteção da água.

O vencedor da categoria geral – a principal do concurso – foi um projeto holandês para conscientizar a respeito da violência sexual contra crianças no Nordeste do Brasil. A campanha foi criada pela agência de viagens TUI Nederland e veiculada em aeroportos da Holanda, com o título ‘Say NO to child sex tourism in the Northeast of Brazil’ (Diga não ao turismo sexual infantil no Nordeste do Brasil”.

Voucher para controlar turistas – Em um texto, os jurados justificaram a escolha de Bonito citando o sistema de voucher para controle do número de turistas que existe na área. “A cidade é famosa por suas águas cristalinas, cavernas, montanhas e florestas com grande diversidade de vida selvagem. À medida que os turistas começaram a chegar, emergiram preocupações: havia medo de que o turismo não regulado pudesse causar impacto ao meio ambiente”, afirma o documento e finaliza: “Os jurados ficaram impressionados com o sistema de controle de turistas pelo voucher”.

O voucher, que atualmente é digital, é registrado em nome de cada turista e deve ser entregue nos atrativos ou passeios escolhidos, para que o número de visitantes se mantenha dentro da lei. 

(Fonte: G1)
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