quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Crotalária atrai uma espécie de libélula que é predadora natural do Aedes Egiptys

Às vezes, os poderes públicos locais nos surpreendem com atitudes sócio-ambientais interessantes. No interior de São Paulo, duas prefeituras estão adotando uma forma nova de combate ao mosquito transmissor da Dengue (Aedes Egiptys): o controle biológico do inseto através do cultivo da Crotalária Juncea. Esta planta é uma leguminosa, geralmente usada para adubação verde e controle de nematóides nos solos e que atrai as libélulas, insetos voadores que se alimentam das larvas e adultos do Aedes Egiptys. Com isso, pode-se ampliar o controle sobre a transmissão da Dengue, pelo controle do inseto transmissor.

Claro que o uso da Crotalária não dispensa os cuidados de cada morador com o seu ambiente doméstico e do governo local com os espaços públicos, mas é uma ajuda importante e ambientalmente adequada. E além disso, nos fornece a beleza das flores e das libélulas nos nossos jardins, vasos e quintais.

São inúmeros os municípios que tem adotado essa providência em seus territórios com o objetivo de combater naturalmente o mosquito da dengue a saber: Anápolis-MS, Pirassununga SP, Dourados MS, Araraquara SP, Rio Preto SP, São José do Rio Preto SP, Teresina PI, Vitória ES, ao todo são mais de 20 (vinte) municípios, portanto, se essa simples medida se mostrou eficaz em todos naquelas localidades, seria de muito bom que Londrina também adotasse de imediato essa providência simples e de baixo custo.
Onde plantar a Citronela e a Crotalária?

Na área urbana: jardins, praças, passeios, etc. Pode-se plantá-la consorciada com outras plantas. galinheiros, entre galpões etc. Na área residencial: em qualquer lugar, jardins, varandas, terraços, terreiros, desde que fique exposta ao sol. Com ação do sol, ela se desenvolve, exala substâncias, perfuma ambientes, repele insetos. Pode causar danos à saúde? Não, por ser um repelente ecológico. Não existem ocorrências de reações alérgicas. Contudo, deve-se evitar esfregar as folhas no corpo e em seguida se expor ao sol intenso. Face ao exposto, considerando o amplo aspecto natural de combate à dengue propiciado pelo plantio da Citronela (Cymbopogon winterianus) e da Crotalária Juncea, conclamamos à todos os membros deste Legislativo a aprovarem este Projeto de Lei, que não tem outra finalidade senão proteger a saúde da população, que ora se encontra extremamente vulnerável aos malefícios desta indesejável doença.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sustentabilidade: como lidar com os resíduos no ambiente de trabalho.

Icorporando a preocupação com o meio ambiente à gestão, sua empresa pode reduzir custos e até gerar renda com os resíduos.

Um bom início é a implantação de Coleta Seletiva. Com ela, você engaja seus funcionários e colaboradores, diminui seus impactos no meio ambiente e ainda pode ter lucro com o material coletado. Sua empresa se posiciona com uma imagem corporativa responsável e aumenta o reconhecimento no mercado.

Planeje:

  1. Calcule a quantidade de lixo diário (peso ou número de sacos);
  2. Quais os tipos de resíduos (papel, metal, plástico, vidro, orgânicos, perigosos, etc);
  3. Escolha o parceiro para coletar os resíduos (prefeitura, cooperativa, etc.). 
Implante:

  1. Divida as atividades e garanta a realização das tarefas;
  2. Organize grupos para a confecção de placas sinalizadoras, cartazes e instalação de equipamentos;
  3. Faça treinamento dos funcionários e elabore folhetos informativos sobre o assunto.
Mantenha:

  1. Acompanhe e gerencie a coleta, desde o armazenamento até a venda ou doação;
  2. Faça levantamento das quantidades coletadas e da receita gerada;
  3. Retorne sempre os objetivos em materiais de comunicação interna;
  4. Divulgue os resultados.

Você sabia que:

- Todo ano, o Brasil joga fora cerca de 8 bilhões de reais porque não recicla seu lixo urbano.
- 40% de todo lixo urbano é papel.
- 20 árvores podem ser poupadas se houver reciclagem de 1 tonelada de papel;

Fonte: Grevena, Portal Santander Sustentabilidade

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Buraco na camada de ozônio do Ártico é similar ao da Antártida

Grupo de cientistas afirma que buraco na camada de ozônio acima do Polo é  cinco vezes o tamanho da Alemanha.

Pela primeira vez cientistas registram um buraco gigante na camada de ozônio na atmosfera superior acima da região do Ártico, idêntico ao encontrado regularmente sobre a Antártida, no sul.

De acordo com os cientistas, ele foi detectado durante vários meses no começo do ano e seu tamanho era cinco vezes o tamanho da Alemanha. Afirmam que, a cerca de 20 quilômetros acima da superfície terrestre, 80% do ozônio tinha desparecido.

Informações publicadas em abril pela revista especializada Nature destacava a destruição da camada de ozônio no Ártico, mas esta é a primeira vez que são publicados dados analisados pelos cientistas.

A causa  maior é a ação humana, as analises revelam que foi uma época longa de clima frio naquela altitude, motivada por elementos químicos específicos produzidos pelo homem que proporcionaram o surgimento do buraco.

"O inverno na estratosfera ártica é muito variável, alguns são quentes, outros são frios", afirmou Michelle Santee, especialista do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA.

"Mas, nas últimas décadas, os invernos que são frios estão ficando ainda mais frios."

Com base na pesquisa publicada na Nature, atualmente é impossível prever se estas perdas na camada protetora de ozônio vão ocorrer novamente naquela região.

A camada de ozônio tem como função impedir a passagem dos raios ultravioleta do sol, que são raios de efeitos nocivos à saúde, podendo provocar câncer e outras doenças.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Sensores permitem acompanhar em tempo real a exploração do Aquífero Karst

A exploração do Aquífero Karst, importante manancial subterrrâneo do Paraná usado para o abastecimento público, pode ser acompanhada em tempo real, pela internet. Em abril deste ano, a Sanepar implantou sensores em poços instalados nos municípios de Almirante Tamandaré, Bocaiúva do Sul, Campo Largo, Colombo e Itaperuçu, situados na porção norte da região metropolitana de Curitiba. O sistema visa garantir a exploração sustentável do aquífero, evitando retiradas indevidas de água.

O acompanhamento on-line pode ser feito pelo site da Sanepar (www.sanepar.com.br), clicando em Monitoramento Karst. Depois é só escolher o município e acompanhar por poço.

Os sensores colocados dentro do poço monitoram o nível de água em cada compartimento, associado ao limite de segurança estabelecido, denominado Nível Dinâmico Máximo Permissível ou Nível Máximo de Segurança. Já os sensores externos medem a vazão, ou seja, o quanto de água está sendo retirado de cada poço.

As duas informações geradas pelos sensores são transmitidas, via telefonia móvel, para um banco de dados. No servidor, os dados são tratados, numérica e graficamente, transformados em planilhas e à disposição na internet. A atualização dos dados é feita a cada 60 minutos. A aquisição dos dados, transmissão das informações atualizadas e a elaboração dos gráficos são realizados pela empresa Pase Hidrometria, a serviço da Sanepar.

SUSTENTABILIDADE – A ferramenta permite à sociedade acompanhar a qualquer momento a retirada da água. É útil principalmente para as prefeituras, principais beneficiadas por esta exploração, e para o Instituto das Águas do Paraná (AguasParaná), órgão ambiental responsável por fiscalizar se a Sanepar está operando dentro da outorga concedida.

O sistema garante a exploração sustentável do aquífero, pois é possível identificar imediatamente eventual exploração subterrânea do Karst por pessoas ou empresas não autorizadas. Também garante segurança na exploração em períodos de estiagem, uma vez que o aquífero apresenta comportamento sazonal.

A extração segura evita a superexploração, que pode provocar danos em superfície, “como o rebaixamento do solo; solapamento de estruturas e secamento de fontes”, afirma o geólogo João Horácio Pereira, gerente de Hidrogeologia da Sanepar.

O KARST –A extração de água do Karst pela Sanepar para o abastecimento público foi objeto de estudos hidrogeológicos e ambientais. Esses estudos concluíram que é possível fazer o aproveitamento sustentável do Aquífero Karst mediante o controle constante das vazões captadas e do rebaixamento do nível da água dentro dos poços de extração. Este controle é realizado de modo permanente pela Sanepar como garantia da extração de água dentro dos limites de segurança estabelecidos pelo ÁguasParaná nas outorgas de direito de uso de recursos hídricos.


Fonte: http://www.aen.pr.gov.br/

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Vigília permanente pelas florestas mobiliza sociedade e internautas brasileiros

Explicar, durante três dias seguidos (20 a 22), quais são os impactos e prejuízos que o PLC 30/2011 (projeto de lei do novo Código Florestal), (tramitando no Senado Federal) pode causar é a mais recente iniciativa do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável.

Para isso, haverá transmissões ininterruptas de São Paulo e de Brasília pela internet  site florestafazadiferenca.org.br, twitter @florestafaz e facebook #florestafazadiferenca. A proposta é contar com âncoras para entrevistas, rodas de conversas e outras atividades, iniciando na terça, dia 20, às 10h e seguindo ao longo de todo o dia até às 21h.

No Dia da Árvore, quarta-feira (21), haverá a cobertura direta com a presença de comentaristas, ao vivo, a partir das 10h, da audiência pública da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) no Senado Federal e do mutirão por assinaturas na Avenida Paulista, promovido pelo Comitê SP. 

No mesmo dia, às 16h30, na sede Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em Brasília, haverá um ato público com o lançamento do baixo-assinado em defesa das florestas e o plantio de uma árvore logo após a mesa de palestras sobre temáticas que envolvem sustentabilidade e o uso racional dos recursos naturais.

na quinta-feira (22), a proposta é realizar rodadas de avaliação e divulgar boas práticas, com a inserção de depoimentos de pessoas em diferentes estados. Na dinâmica geral, complementarão os âncoras, por vídeo e telefone, colaboradores, personalidades, pesquisadores, artistas e outrosantenados’.

Entre os objetivos da mobilização estão esclarecer e informar os internautas sobre o assunto, dar visibilidade às audiências e debates nas comissões no Senado e envolver a opinião pública gerando massa crítica para a construção de um bom Código Florestal.

Os temas que serão abordados durante essa vigília permanente abordam o contexto do Código Florestal, o que está em jogo, as perspectivas, produção de alimento, pequenos produtores, agronegócio, questões legais, aspectos científicos, mudança climática, fiscalização, impactos na área urbana, boas práticas etc.

Ação semelhante foi testada e muito bem aceita pelo público que acompanhou, no último dia 13, a audiência no audiência pública dos senadores das comissões de Constituição e Justiça (CCJ), de Meio Ambiente (CMA), de Ciência e Tecnologia (CCT) e de Agricultura (CRA) com juristas para discutir o projeto de reforma do Código Florestal.

O Comitê Brasil foi criado por instituições não governamentais e diversos segmentos sociais cuja meta é recolher assinaturas a favor da proteção das florestas e de mudanças no substitutivo do Código Florestal. E você, assinou? Para aderir ao Manifesto assine a petição online no endereço http://florestafazadiferenca.org.br/assine/ ou  entre em contato pelo e-mail comiteflorestas@gmail.com.

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